A 101ª edição da Milão-Torino será disputada nesta quarta-feira (5 de agosto) com um percurso plano ideal para os velocistas mostrarem sua forma depois de meses sem competir. A mais antiga clássica italiana, realizada pela primeira vez em 1876, terá 198 km de trajeto e 23 equipes com sete ciclistas em cada uma, e será uma boa oportunidade para os sprintistas, já que a subida final à Basílica de Superga foi retirada do percurso.

O vencedor da Strade Bianche, Wout Van Aert (Jumbo-Visma), no sábado, está confirmado, assim como algumas das estrelas do sprint, como Fernando Gaviria, Caleb Ewan, Nacer Bouhanni e Sam Bennett. Também estarão no pelotão Peter Sagan, Mathieu Van der Poel e Davide Cimolai.

A clássica na região do Piemonte volta para sua posição histórica no calendário, antecipando a primeira clássica Monumento Milão-San Remo, que será disputada no próximo sábado (8 de agosto). “A corrida simbolizará um recomeço, não apenas do ponto de vista esportivo, mas também do ponto de vista turístico, uma vez que o ciclismo está intimamente ligado à promoção do território. A proximidade com a primeira Monumento da temporada oferece uma nova interpretação para esta corrida, que será um teste real para todos aqueles que querem tentar vencer a Milão-San Remo”, destaca a organizadora RCS Sport.

O percurso larga de Mesero e termina em Stupinigi, em frente ao Palazzina di Caccia di Stupinigi, onde, em 2018, Sonny Colbrelli faturou a Gran Piemonte. O trajeto é basicamente plano, exceto pelo cruzamento de Monferrato, com uma série de subidas curtas. Depois da largada em Mesero, o trajeto atravessa Magenta antes de continuar ao longo do vale do Pó em estradas largas e retas. Além dos obstáculos usuais da cidade, como rotatórias, ilhas de tráfego e seções elevadas, existem quatro passagens de nível, todas concentradas nos primeiros 60 km.

Depois de atravessar o Pó perto de Valenza, o caminho leva as ondulações de Monferrato, antes de cruzar Asti. Os 70 km finais são praticamente planos até o fim em Stupinigi. Os últimos 5 km são na sua maioria planos em estradas urbanas de largura média, incluindo uma série de rotatórias. A última curva fica a 400m do final.

Em 2019, o vencedor foi o canadense Michael Woods ( EF Education First), que acelerou a 400 metros da meta e superou Alejandro Valverde (Movistar), que terminou em 2º. Adam Yates (Mitchelton-Scott) cruzou em 3º, a 5 segundos.

TEMPORADA 2020

AGOSTO

1 de agosto: Strade Bianche (Itália)
5 de agosto: Milão-Torino (Itália)
8 de agosto: Milão – San Remo (Itália)
12 – 16 de agosto: Critérium du Dauphiné (França)
15 de agosto: Il Lombardia (Itália)
29 de agosto – 20 de setembro: Tour de France (França)

Fonte: Bike Magazine