O belga Wout Van Aert (Jumbo-Visma) conquistou neste sábado (8 de agosto) a Milão-San Remo, a primeira das cinco clássicas Monumento do ciclismo. O belga disputou a chegada em sprint com o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep), vencedor da corrida no ano passado.

Van Aert, vale lembrar, faturou no sábado anterior a Strade Bianche e ficou em 3º na Milão-Torino na quarta-feira, provando que está em ótima forma na retomada do calendário UCI World Tour depois de meses sem competições por causa da pandemia coronavírus.

La Classicissima, como é chamada, reuniu um pelotão de estrelas em sua 111ª edição. Vincenzo Nibali (vencedor de 2018), Michał Kwiatkowski (vencedor de 2017) e Arnaud Demare (vencedor de 2016 e que acaba de conquistar a Milão-Torino), Peter Sagan, Caleb Ewan, Philippe Gilbert, Greg Van Avermaet, Elia Viviani, Alberto Bettiol, Michael Woods, Fernando Gaviria, Sam Bennett e Mathieu van der Poel lutaram no novo percurso.

O belga Wout Van Aert (Jumbo-Visma) conquistou neste sábado (8 de agosto) a Milão-San Remo, a primeira das cinco clássicas Monumento do ciclismo. O belga disputou a chegada em sprint com o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep), vencedor da corrida no ano passado.

Van Aert, vale lembrar, faturou no sábado anterior a Strade Bianche e ficou em 3º na Milão-Torino na quarta-feira, provando que está em ótima forma na retomada do calendário UCI World Tour depois de meses sem competições por causa da pandemia coronavírus.

La Classicissima, como é chamada, reuniu um pelotão de estrelas em sua 111ª edição. Vincenzo Nibali (vencedor de 2018), Michał Kwiatkowski (vencedor de 2017) e Arnaud Demare (vencedor de 2016 e que acaba de conquistar a Milão-Torino), Peter Sagan, Caleb Ewan, Philippe Gilbert, Greg Van Avermaet, Elia Viviani, Alberto Bettiol, Michael Woods, Fernando Gaviria, Sam Bennett e Mathieu van der Poel lutaram no novo percurso.

Alaphilippe ataca na subida final e Van Aert persegue

Mas foi na parte final, na rota clássica para enfrentar a Cipressa (escalada pela primeira vez em 1982) de San Lorenzo al Mare e, pouco depois, a Poggio di Sanremo (escalada pela primeira vez em 1961), que a disputa ficou acirrada. Alaphilippe atacou e Van Aert respondeu enquanto se aproximavam do topo da escalada final.

A dupla seguiu na ponta enquanto o pelotão se aproximava a toda velocidade. Os perseguidores cruzaram 2 segundos depois, com Michael Matthews (Sunweb) na 3ª colocação, Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) em 4º e Giacomo Nizzolo (NTT Pro Cycling) em 5º.

“É inacreditável vencer a Milão-San Remo depois da Strade Bianche. No Poggio, estava no limite. Alaphilippe atacou mais cedo do que eu esperava e tive que ir persegui-lo. É um belo recomeço da temporada para mim”, comemorou o belga.

A Milão-San Remo começou com uma fuga que reuniu os italianos Alessandro Tonelli e Fabio Mazzucco (Bardiani-CSF), Manuele Boaro (Astana), Mattia Bais (Androni Giocattoli-Sidermec), Damiano Cima (Gazprom-RusVelo) e Marco Frapporti (Vini Zabù-KTM), além de Héctor Carretero (Movistar), que chegaram a abrir mais de 6 minutos de vantagem.

O pelotão, com várias equipes fazendo o trabalho na frente, como a Jumbo-Visma, Groupama-FDJ, Lotto Soudal e Deceuninck-QuickStep, seguiu compacto até a marca dos 70 km para a meta, quando a vantagem já tinha caído para menos de 2 minutos. Na longa subida Colle di Nava, Carretero ficou para trás. A Deceuninck-QuickStep impôs um forte ritmo a 35 km, na parte plana da Cipressa. Mas, a 25 km, Alaphilippe teve um problema mecânico, perdeu posições e teve que encarar uma corrida de recuperação.

Loic Vliegen (Circus-Wanty Gobert) e Jacopo Mosca (Trek-Segafredo) atacaram na base da Cipressa, enquanto, mais atrás, Caleb Ewan (Lotto Soudal) e Fernando Gaviria (UAE Emirates) perdiam o ritmo. Daniel Oss (Bora-Hansgrohe) liderou a descida, abrindo uma lacuna tão grande que o permitiu entrar sozinho no caminho da subida ao Poggio. Alexey Lutsenko (Astana) fez um ataque, mas foi rapidamente alcançado, enquanto Bob Jungels (Deceuninck-QuickStep) assumia a perseguição, 15 segundos atrás de Oss.

O italiano quase conseguiu chegar sozinho ao Poggio, mas foi alcançado poucos metros antes do início da subida. Alaphilippe fez, então, seu ataque, e apenas van Aert foi capaz de segui-lo. O francês cruzou o topo sozinho, com Van Aert atrás. Na meta, o belga foi o mais rápido. “Espere, espere, espere! Essa era a única coisa na minha mente “, disse Van Aert sobre o ataque de Alaphilippe.

“Julian jogou muito bem, ele me colocou na frente e eu precisava manter um pouco de velocidade porque o grupo estava voltando”, disse Van Aert. “Foi difícil manter o ritmo certo e ainda guardar algo para o sprint, mas no final foi o suficiente. Estou super feliz. Não acredito que consegui essas duas vitórias consecutivas. Na verdade, não tenho palavras. Sei que todos dizem isso quando ganham um Monumento, mas para começar a segunda parte da temporada assim … é uma loucura.”

“Estou feliz por estar no pódio. Wout estava muito forte e mereceu a vitória. Eu fui a toda no Poggio, mas na descida eu entendi que não iria sozinho, então trabalhei junto com Wout. Foi uma corrida muito difícil, lutar um contra o outro. O mais forte venceu”, declarou Alaphilippe.

TOP 10

1 Wout van Aert (Bel) Team Jumbo-Visma 7:16:09
2 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep
3 Michael Matthews (Aus) Team Sunweb 0:00:02
4 Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe m.t.
5 Giacomo Nizzolo (Ita) NTT Pro Cycling m.t.
6 Dion Smith (NZl) Mitchelton-Scott m.t.
7 Alex Aranburu (Spa) Astana Pro Team m.t.
8 Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team m.t.
9 Philippe Gilbert (Bel) Lotto Soudal m.t.
10 Matej Mohorič (Slo) Bahrain McLaren m.t.

Fonte: Bike Magazine