Depois de muita polêmica e meses de debates internos, o órgão máximo responsável pelo controle do doping no esporte publicou suas prescrições, entre as quais uma se destaca como contundente: o uso de drogas fora da competição não será considerado doping.

A AMA indicou que seu novo regulamento, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2021, de que a lista de substâncias dopantes que não deveriam aparecer em caso de controle, foi reduzida, pois retirou muitos medicamentos conhecidos da lista.

No que a própria AMA chama de “substâncias de abuso” (forma técnica de se referir às drogas sociais e comumente consumidas), faz um ponto importante: se o positivo ocorre em um controle fora da competição, um contdopingrole surpresa, um controle de rotina ou um controle periódico durante períodos de descanso ou treinamento pessoal, o positivo para essas drogas não contará para a sanção. Isso só será levado em consideração no decorrer de uma prova competitiva.

A lista é longa, mas a cocaína, a heroína, o ecstasy e a cannabis se destacam. A lista completa pode ser encontrada no próprio código, que é público e compartilhado pela própria WADA.

Como consequência, os processos judiciais e investigativos vão se multiplicar. O teste positivo para essas drogas fora da competição não isenta totalmente o atleta. Será feita uma avaliação para saber se este medicamento foi utilizado para melhorar o desempenho ou simplesmente como uma ação pessoal ou social. Em ambos os casos, a pena é bastante reduzida, sendo menor do qu agora.

A legalização de algumas das chamadas drogas leves, como a maconha, em alguns países, com o objetivo de controlar o seu consumo, reduzir o tráfico de drogas e investir os impostos arrecadados nessas leis para a desintoxicação dos consumidores, colocou em xeque a regulamentação em vigor. A WADA está se adaptando a esta nova realidade, e cada país terá que fazer isso também.

Fonte: Revista Bicicleta