Hasegawa et al. (2007) filmaram 415 corredores durante uma prova e observaram que 74,9% dos atletas atacavam de retropé, 23,7% de mediopé e 1,4% de antepé. Outra constatação do estudo é que atletas mais rápidos tendem a correr atacando com antepé e atletas mais lentos atacam com o meio do pé e retropé (calcanhar).

O estudo realizado por Hamill e Gruber (2017) mostra os possíveis benefícios de realizarmos uma corrida atacando com o meio do pé e antepé, porém os autores consideraram que, com base na literatura, a mudança desse padrão não melhora a economia de corrida, não elimina um impacto e não reduz o risco de lesões relacionadas à corrida.

Por outro lado, estudos mais recentes não concordam com os resultados dos pesquisadores Hamill e Gruber (2017). Por exemplo, a pesquisa realizada por Ruder (2019) observou a relação entre o padrão de batida do pé e o impacto de aterrissagem durante uma maratona. Os resultados mostraram que corredores que aterrissam com retropé apresentaram um impacto tibial maior quando comparados aos corredores que aterrissam com o meio do pé e antepé. A razão para repetir o assunto é que a comunidade científica não chegou a uma conclusão final sobre isso.

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